segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Memórias, recordações e (in)decisões

A meio do Eternal Sunshine of the Spotless Mind páras o filme, olhas para mim e pedes-me para recordar-te coisas nossas, coisas da nossa relação, certas coisas que passámos juntos. Fi-lo sem pensar duas vezes. Recordei o nosso primeiro dia, o que foi dito, onde fomos e o que fizémos. Certas coisas lembravas-te, outras não. Relembrei-te do dia em que fomos viver juntos, das viagens que fizemos, dos passeios que partilhámos, entre muitas coisas. Fiquei surpreendido que muita coisa já tinhas apagado. Ou se calhar guardaste num canto da tua mente, para mais tarde recordar. Pois neste dia, recordaste. Não sei se com isso ficaste contente ou não, só sei que por momentos vi-te sorrir. Gostava mesmo muito que recordasses tudo o que vivemos de bom, de todas as coisas boas que envolveram a nossa relação. Pois eu não esqueço, e guardo tudo muito bem guardadinho.

Não estás a passar uma boa fase, eu sei que não estás. Entre problemas familiares, stress intenso do trabalho e problemas de saúda, não te sobra muito tempo para descansares, ou para reflectires sobre a tua vida. Eu percebo isso. Daí esta enorme paciência que tenho tido contigo, em não te pressionar, e em não te pedir para tomares uma decisão. Porque acredito que a decisão será tomada quando tiver que ser tomada. Boa ou má. Porque acredito que não estejas em condições físicas e psicológicas para tomares decisões importantes na tua vida. Por isso é que aguardo, dia após dia, pela altura em que te sentas ao meu lado e me contas o que queres fazer. Até lá, vou estando contigo...da melhor maneira que posso.

Inevitavelmente, veio à conversa o que andamos a fazer. Isto de dormirmos juntos dura há pouco mais de 1 mês. E tu nem deste conta, segundo me confessas. Pois é...há mais de 1 mês que estamos "juntos". E então começas a explicar-te:

"O que se passou com o C, deixou-me abalada, porque o que eu mais queria era ter uma casa, e na véspera de a ter, tive o meu sonho arruinado. E foram as razões que ele apresentou, e as justificações que me deu, que me deixaram com um pé atrás. Porque neste momento, não me consigo entregar emocionalmente a ninguém. Sinto que criei uma barreira, e que não estou a conseguir baixá-la. Tenho tentado libertar-me para ti, tenho tentado abrir-me para ti, entregar-me a ti mas não consigo. Criei demasiada insegurança com relações. Nunca estive assim. Eu tenho adorado estar contigo, e não tenho estado com mais ninguém. Mas não me consigo soltar. E eu quero soltar-me. No entanto, eu agora não quero namorar. Nem penso em namorar. Quero resolver problemas primeiro. Porque estou constantemente a ser pressionada por vários lados. É no trabalho, é em casa, e é com ele. Ele está sempre a convidar-me para sair, etc e eu recuso sempre. Sou pressionada por ele sempre que faz aquela cara de que não lhe dou o que ele quer. E isso irrita-me, chateia-me. Ele quer uma coisa que não lhe vou dar, é bom que entenda isso. E a ti, não quero monopolizar o teu tempo. Eu gosto de ti, mas isto é capaz de demorar."

Nesta conversa, vi a irritação com que falavas dele. Vi a fúria que te passava pelo corpo, derivado ao stress e às pressões que tens sofrido. Montes de perguntas me passavam pela cabeça no momento:

-Então o que queres de mim?
-O que estou aqui a fazer?
-Não posso continuar nesta insegurança, porque não tomas uma decisão?
-Queres mesmo estar comigo?
-Queres que te dê espaço para estares sozinha?
-Gostas de mim?
-Queres ficar comigo?
-Porque me dizias as coisas de comprar casa, se já sabias que não estavas preparada para uma relação?
-Porque não te afastas dele?
-Se ele é tão chato assim, porque não lhe pedes espaço?
-Tens a certeza de que já não gostas dele?
-Estás arrependida de não teres voltado para ele?
Etc...

E nem uma me saiu da boca...Não ia correr o risco de ser acusado de te pressionar. Naquele momento estavas a desabafar, e limitei-me a ouvir. E continuavas a dizer que apesar de se darem bem, ele não iria servir para ti, a relação não teria futuro. Eu sei em primeira mão, que não se consegue esquecer alguém de um dia para o outro. E se calhar, é por aí que lhe dás tanta conversa, que falas tanto com ele quando estás no pc. Porque ele continua a insistir, não desiste. Ok, tenho sido eu que tem estado contigo, e que tem dormido contigo. Mas pelos vistos, não consigo com que te libertes. E aí, já não consigo fazer nada. Não há nada que possa fazer. Isso, parte de ti... E depois desse desabafo, não poderei fazer mais nada do que esperar, e estar do teu lado a apoiar-te. Porque cada dia que me pedes para ir ter contigo, para dormir contigo, para fazer amor contigo, é uma hipótese de estar ao teu lado, e de me sentires ali, de não me esqueceres. E vou aproveitar todas essas oportunidades. Acreidta que vou. E vou esperar. Não vou conseguir ser muito paciente, vou ficar várias vezes "farto" de esperar, mas, no final, sei que vai valer a pena. Porque é de ti que eu gosto.

E por falar em problemas de saúde, hoje tens de ir sem falta buscar os resultados de umas análises. Mas sais tarde do trabalho, e de transportes nunca irias chegar a tempo. Como eu saio também tarde do trabalho, não te poderia dar boleia. E pedi-te para tentares sair mais cedo, e ires de taxi que eu ajudava-te a pagar. E de tarde, ligas-me a dizer que ele te vai dar boleia...

1 ponto para ele...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sei lá...

As forças começam a faltar. Começa a faltar a força de aguentar com isto tudo. Com esta pressão, com esta dúvida, com esta incerteza, com este nervosismo, com esta espécie de relação. Sinto que estou a ser testado mas não quero acreditar nisso. Sinto que estou a ser avaliado mas não quero acreditar nisso. Sinto que estou longe, apesar de já ter andado imenso mas não quero pensar nisso.

Começo a ficar extremamente cansado com isto tudo. Começo a ficar sem forças para tanta história, tanta dúvida. Começo a ficar sem forças quando me dizes coisas bonitas e mal saímos de casa, nem a mão te posso dar. Começo a ficar sem forças quando dizes que queres estar comigo e me contas que todos os dias os teus ex te convidam para inúmeras coisas. Começo a ficar sem forças para lutar contra isso tudo, contra o dizeres-me que não queres estar com uma determinada pessoa e no fim ainda hesitas quando és convidada. pior ainda, quando me dizes que vais sair com pessoal, e assim de surra como que para disfarçar, chutas o nome dele para o meio, a ver se passa. Não tens que me dar satisfações do que fazes, nem de onde vais nem muito menos com quem vais. Contas porque queres. Mas não esperes que goste. Porque começo a perder as forças de manter este ar sereno, esta calma, esta paciência, para essas coisas. Essas histórias dão-me a volta por dentro. Essas histórias causam-me sensações de ódio para com eles, de raiva para com a situação e de medo de ser posto de lado.

Eu devia falar contigo o mais depressa possível. Eu sei que sim, todos os dias penso nisso. Todos os dias imagino como será a conversa. Tento cobrir todos os cenários possíveis, para não ser apanhado desprevenido. Eu sei que tenho que falar contigo rapidamente. Porque eu gosto de saber com o que conto, e neste momento sinto-me à deriva, e és tu que levas o barco.

Por vezes penso que estás agora comigo, para não estares sozinha, para ires tendo companhia até te decidires com alguma coisa. Porque tenho a certeza que andas a pensar em quem te poderá dar mais: se eu, ou se ele. Mas é comigo que tens estado todos os dias, é comigo que tens dormido todos os dias. No entanto, é com ele que vais sair hoje, depois de te ouvir dizer várias vezes que não tens vontade de estar com ele, que ele volta e meia é chato, que sabes bem o que ele quer mas que não lhe dás, etc. Mas é com ele que vais sair...porque todos os dias te convida para qualquer coisa. Todos os dias. Até eu já estou cansado de ouvir "Olha, ele convidou-me para ir com ele não sei onde". E acabas por inventar uma desculpa para lhe dar, e pedes-me a mim para ir ter contigo. Mas hoje vais sair com ele. Então e todas as coisas que disseste? Neste momento estás a contradizer-te. E eu estranho isso. Será que de tanto insistir, ele conseguiu abanar-te? Chamar-te a atenção? Ou será que hoje preferes não estar comigo? É que avaliando várias coisas, ele consegue dar-te mais estabilidade na vida do que eu. A nível monetário, estabilidade numa casa, férias daqui para fora, etc. E eu ainda não cheguei a esse patamar. E eu sei que essas coisas são importantes para ti. Mas...se for esse o caso, se eu estiver a ser escolhido com outras pessoas, se eu estiver a ser avaliado, se eu não tiver hipótese...então diz-me logo, sê verdadeira comigo e acaba logo com isto. Pára de dizer que gostas de mim, que queres casar comigo, que queres filhos meus. Pára com isso tudo, se não fôr sincero. Porque eu sou sincero em tudo o que te digo. Porque de mim sabes com o que podes contar.

E eu...? Será que posso contar contigo...?

Questão

Porque é que tenho a sensação de que este jogo anda a ser jogado a 3...?

Continuando...

Ainda estou à espera de uma boa oportunidade para ter a conversa contigo. Não pode ser assim do nada, tem que ser com calma, ponderada e com tempo. Que é coisa que tem faltado ultimamente...

E enquanto espero, vamos tendo a nossa pequena relação dentro de casa. Sim, porque fora não somos nada. E assim, continuo sem saber o que queres. Ainda ontem, em conversa de cama antes de irmos dormir, e após uma enorme discussão com a tua avó, dizes que não queres essas confusões para mim, e que eu não devo querer isso para mim. A resposta foi simples: deixa que seja eu a decidir isso. Eu é que sei se quero isso para mim ou não. E até agora, acho que a resposta é óbvio. Senão, nem estava a aturar isto tudo.

- "Porque é que gostas de mim?" perguntas tu

Porque me fazes sonhar. Porque me fazes bem, porque me sinto bem contigo. Porque tens uma personalidade incrível, porque tens um grande sentido de humor e porque nos divertimos. Porque cresci contigo e aprendi muito contigo. Porque passei por experiências contigo, que foram importantes para mim, tal como viver contigo.

- "E gostavas de voltar a viver comigo?"

Sim...se me deixasses, sim claro que gostava. E nesse momento sorriste, e agarraste-te a mim. De seguida, comentas:

- "Se tivesse de escolher alguém para pai dos meus filhos, era a ti que escolhia. Não tenho dúvidas"

Não comentei, porque não saberia o que comentar. Limitei-me a olhar para ti e a sorrir. E foi a minha vez de perguntar se tu gostas de mim.

- "Gosto...gosto muito de ti, acredita."

Eu sei que gostas. Nota-se bem. Só que ainda gostava de saber os teus objectivos. O que pretendes. E como disse, estou à espera da melhor oportunidade para ter essa conversa contigo. Porque começa a ser necessário (pelo menos para mim) saber em que ponto estamos, e com o que posso contar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

...

I change by not changing at all...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

...

"Logo quando formos sair com o pessoal, não me podes dar beijinhos"

"Porquê?" pergunto eu...

"Porque não somos namorados"

E eu começo a fartar-me...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Paciência

Eu sou um tipo paciente. Muito paciente. A sério, mesmo muito...
Adoro perder horas a fazer puzzles. Adoro partir a cabeça num jogo de xadrez. Adoro coisas que me estimulem a mente e que me façam pensar. Adoro todas aquelas situações que irritariam qualquer pessoa nos primeiros 5 minutos.
Sou realmente uma pessoa paciente. Acho que é uma das minhas virtudes. Outra é ser demasiado optimista. Por isso, deduzo que seja uma combinação explosiva (e parva,vá) usar as duas ao mesmo tempo.
Portanto, esperar tanto tempo que te decidas revela uma paciência enorme, não disponível a qualquer mortal, e combinado com o facto de ser optimista e pensar que as coisas correm bem, leva-me a passar por todo este processo de espera. Se não te conhecesse, diria que eras funcionária pública, e que só te tinha pedido uns impressos para autorização para te dar um beijinho.

Mas, como tudo na vida, há um fim. E a paciência está a esgotar-se. Não que esteja farto, e que já esteja a soprar pelo cansaço da espera. Nada disso. É só porque com isto tudo, a minha vida tem ficado em stand by à espera de uma decisão tua. Isto porque as alterações que pretendo fazer, poderão ser completamente diferentes se estiveres comigo, comparando se estiver sozinho. Por isso, repara que mesmo na minha vida e em decisões importantes, ainda penso em ti primeiro. Em nós. Continuo a meter-me para segundo plano.

Vá...isso rápido...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Waiting...

Continuo à espera que te decidas...
Prometeste-me uma conversa com o teu ex para que fique tudo resolvido, e continuo à espera.
Falas que fazes as coisas para ficares comigo, e continuo à espera.
Contas-me que queres comprar casa comigo e continuo à espera.
Queres ter um filhote, comigo como pai, e continuo à espera.

E tu sabes tão bem como eu odeio esperar...

Ontem, perguntaste-me uma coisa que já não perguntavas desde a altura em que estávamos juntos. A pergunta que sempre gostavas de fazer, e que diariamente repetias, sem qualquer tipo de exaustão:

"Gostas de mim...?"

A tua voz baixinha, a perguntar isso demonstrava o carinho com que o fazias.
Ri-me...sorri por fora e por dentro. Embora quisesse gritar tudo o que sinto por ti e tudo o que me fazes sentir, apenas respondi "sim, gosto muito...". E rapidamente perguntaste:

"Mas porque é que gostas de mim...?"

Mas é preciso explicar? Sempre gostei...nunca parei de gostar, porque ambos somos completos um com o outro. Somos divertidos. E nunca me canso de te ter a meu lado. Mas agora, é a minha vez de perguntar: Gostas de mim...?

"Sim, gosto..."

Só isso? - Perguntei espantado. Começaste a rir-te com aquele riso malandro, de quem quer pregar alguma. Esperava algo mais...sério... Eu sei que gostas, mas gostava que o dissesses honestamente. Do coração. E o não teres feito isso, entristeceu-me um pouquinho. Esperava outra resposta...do estilo da minha, entendes?
Tentei explicar-te que não te digo que gosto de ti para não te pressionar, para não estar sempre em cima de ti, para não te sentires empurrada contra a parede. E compreendeste.

E depois, é ver-me a chegar a casa, os beijos carinhosos que me dás, a maneira como te enrolas em mim ao deitar, o teu corpo encostado ao meu, a mão dada com os dedos entrelaçados, o braço a agarrar-te e as pernas a brincarem umas com as outras. Uma das nossas inúmeras posiçoes de dormir.

E é ver-te a acordar e a primeira coisa a fazeres, é dares-me um beijo nas costas...e uma festinha na cabeça. É virar-me para te ver e encontrar o teu sorriso, juntamente com os teus lábios encostados aos meus.

E é levar-te ao emprego e ao chegar, não te poder beijar e ter de me contentar com 2 beijos, porque alguém poderia ver...até porque ainda não somos namorados.

E no fim, continuo à espera...

Posso pedir-te para te despachares...? Rápido...

sábado, 22 de agosto de 2009

"Desculpa"

Aí está o que não esperava...ligaste-me a pedir desculpa pela tua atitude...ok, desculpo... mas não te livras de uma conversa bem séria...

E...

...passado cerca de meia hora, lá te ligo para ver se estás mais calma, para ver se conseguimos conversar com calma, como 2 adultos, e continuas a discutir, e ainda me dizes coisas do tipo:

- Quero estar sozinha
- Quero estar sossegada
- É por isto que não quero relações
- Não quero ninguém a chatear-me
- Não quero falar contigo
- Etc

E estupidamente, falaste mais do que devias e comentaste que estavas com a camera do pc ligada, a falar com o teu ex...e é assim que queres estar sozinha?

Então fica sozinha...não me mereces mesmo!

Se calhar, os outros que só te querem saltar para cima e não querem saber de ti, é que são bons! O parvo aqui, sou mesmo eu!

E respondendo à pergunta de uns posts antes: Não é nada disto que eu quero!

Altos e baixos

Ontem falaste comigo que o teu ex te convidou para ires a praia com ele. Mas que preferias ir comigo. Tudo bem...vamos os dois, não há problema nenhum.

Há alguns dias que andava com uma sensação estranha...de que alguma coisa ia acontecer. Parece que foi hoje. Ora...ontem saí do trabalho depois da meia noite e fui directo para tua casa. Já estavas a dormir e nem combinámos horas de ir para a praia. Hoje de manhã, acordámos pouco depois das 7h...o sono era tanto, que voltámos a dormir. Acordámos às 9.30. Lá te levantaste, e como te demoras mais a despachar fiquei mais um bocadinho...Pois, adormeci e levantei-me disparado as 10.30! Já não estavas a achar muita piada... Lá me despachei, e as 11h já estavamos prontos.

Agora...para que praia vamos? Nem quiseste saber...como eu ainda tinha de vir trabalhar de tarde, estavas completamente chateada porque não ias aproveitar nada o dia de praia. Sugeri uma praia que já tinhamos ido, ao que recusaste porque o teu ex podia estar lá e ficava chateado. Nesse momento, engoli em seco para não me chatear. Deixei passar... foste o resto do caminho a mandar bocas, e a refilar por qualquer coisinha...nesse momento, perdi toda a vontade de ir. Mas fui na mesma...

Chegados à praia meia hora depois, chapéu de palha alugado, e esticados nas preguiçadeiras. Não te dirigi palavra nem tu a mim. Volta e meia lá perguntavas qualquer coisa e respondia e vice versa. Pouco depois das 2h da tarde, viémos embora, para me despachar.

Chegámos a casa, e a primeira coisa que fazer é ligar o pc, ligar o msn e abrir uma janela de conversa com o teu ex. Azar, tava ausente...lá te esticas no sofá e eu sento-me na cadeira.
Lá te lembrar que temos de almoçar (pelo menos eu, que ainda tenho de ir trabalhar) e faz-se qualquer coisa rápida. Almocei sozinho...que bom...adiante! Quando voltei à sala, estavas vidrada na TV...sentei-me novamente, fiquei lá um bocadinho até que me levanto e digo "Já se faz tarde, tenho de me despachar para ir trabalhar" e pego nas minhas coisas. Não te mexeste um centímetro...fiquei parado...em pé...a olhar para ti. Eventualmente lá te apercebeste da minha presença ao teu lado, e perguntaste com cara de espantada, o que se passa...voltei a dizer que me ia embora, e fiz questão que soubesses que já o tinha dito e que não me deste atenção. Desculpa para aqui, desculpa para ali, um bjinho aqui e lá me fui embora.

Agora, por volta das 17h, ligas-me, toda fodida da vida...a perguntar porque raio estou sempre com cara de frete ao teu lado. Quê...?????? Eu??? Mas estás a gozar comigo??
Discutiste comigo...novamente, voltaste a dizer coisas que não merecia ouvir. E disseste-me o que não queria mesmo ouvir:

"Somos bons amigos, mas não vai passar disso! Não me sinto bem ao teu lado, quando estás com esse feitio, que até foi por isso que acabei contigo! A tua maneira de ser não vai mudar, e eu já tinha metido isso na cabeça e voltei a comprovar que é verdade!"

Ao que respondi:

"Então ainda há dias disseste que querias estar comigo, que te sentias bem comigo, que querias comprar casa e ter filhos comigo, e agora já não queres? Além do mais, tirando hoje, temos estado muito bem! Há mais de 3 semanas que andamos sempre juntos e nunca tivémos problemas, e agora vens com essa conversa? Qualquer coisa que faça, é motivo para dizeres que é o meu mau feitio. Não mistures as coisas! Não dás valor ao facto de eu me levantar às 7h da manhã, levar-te ao trabalho, voltar para cá, entrar às 4.30 da tarde e sair à meia noite e voltar a fazer o mesmo no dia seguinte! Eu ando estafado, para poder fazer isso, e hoje fiquei na cama porque estava mesmo cansado! Porque não entendes isso?"

Entende...não digas que eu tou a inventar desculpas. Só me magoas assim. Não mereço nada do que estás a fazer agora, nem tens esse direito. Esticas a mão para ir ter contigo, e agora deixas-me cair. Isso dói...mas uma coisa te garanto, pode doer mas não vou deixar que doa muito. Porque se me deixas cair, garanto-te que me vou meter de pé, olhar-te de cima, e virar-te de costas. Porque começo a aperceber-me de uma coisa bastante importante:

Não me mereces, nem mereces nada do esforço que faço por ti.
E se me queres, é bom que faças alguma coisa por isso. Senão, sou eu que me vou embora...de vez!

Plim!

E no fim de tudo, esqueci-me de fazer a pergunta mais importante:

Será que é mesmo isto que eu quero...?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dúvida

Amo-te porque preciso de ti, ou preciso de ti porque te amo?

Introspecção

Acaba lá com isso e decide-te de uma vez por todas.
Ou sim, ou sopas...
Ou assumes todos os planos que me dizes, sobre comprar casa e ter filhos comigo, ou me deixas seguir a minha vida.
Ou te dedicas a 100% a esta espécie de relação que já estamos a ter, ou saltas e acaba-se com tudo.
E não é que eu esteja chateado, pois não estou. Não quero é perder mais tempo, pois já se perdeu muito.
E se dizes que gostas de mim, e que gostas de estar comigo, então não percebo a demora.

Mas uma coisa te garanto: não vou esperar eternamente.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E se...

...assim do nada, quando menos esperasses, te agarrasse pela cintura, te puxasse contra o meu corpo, passasse a mão pela tua cara, pelo teu cabelo, agarrasse devagarinho no teu pescoço, te puxasse para mim e te desse um beijo bem suave, bem húmido, e de seguida te dissesse que gosto de ti, mais do que imaginava, sem parar de te olhar nos olhos...qual seria a tua resposta?

Hum...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Mental Note

Não criar muitas expectativas!

Vamos lá ver uma coisa...

Nós não andamos...e ao mesmo tempo, andamos. Ou seja... todo o nosso tempo livre, passamo-lo juntos. Antes e depois do trabalho, dormimos juntos, vamos jantar fora juntos, etc. No entanto, não andamos porque nada é oficial e mal de mim se tenho o azar de te dar um beijo na rua! Beijo-te no carro, em casa, até quando te deixo no trabalho. Mas em público não. Porquê? Porque não somos namorados. Mas temos uma vida como se fossemos! A tua família já nem deve estranhar eu estar sempre a dormir contigo e de estarmos sempre juntos. A minha também não. Ora, se eles sabem, não deve haver problema em o resto saber. Mas aí, até respeito a tua opinião de uma conversa que tivémos há dias, de que tens receio de começar uma nova relação, seja com que for. Respeito...mas continuo a dizer: nós estamos a ter uma relação! Ou então, somos só amigos coloridos, muito coloridos mesmo, que por ventura tive o azar de dizer que sim numa brincadeira...

Ora...não queres uma relação...tudo bem, respeito como já tinha dito. Mas... porque raio andamos a ver destinos fora do país para irmos passar férias agora em Setembro? Lá está...temos uma relação, quando não a temos!

Algo me diz para falar contigo, para esclarecer a nossa situação. É um feeling... daqueles fortes. Se calhar, porque ainda ontem me disseste que o moço com que ias viver e que mudou de ideias na véspera, se anda a fazer novamente a ti. Convites para ires lá a casa... convites para sexo... conversas sobre o arrependimento dele em te ter deixado...etc. Vá lá que me mostraste a conversa e vi o que lhe respondeste. Deste-lhe para trás. Disseste que não tens interesse em ir lá a casa...que não queres sexo com ele, e que o arrependimento já vem tarde, porque te magoou. Assim sei a tua opinião. Mas não consegui foi perceber a tua opinião (ou pelo menos, se foi sincera) quando me contaste que quando ias com ele no elevador (no trabalho) ele te agarrou e te deu um beijo. Ok...disseste que o afastaste. Mas terás afastado...? Será...? Quero acreditar que sim. Mas também acredito que seja alguma pressão em ti. Ou seja... estás comigo, mesmo que não seja a sério, e tens o moço a fazer pressão para voltares. Vá...bem vistas as coisas, e volto a insistir, não temos nada oficial, pelo que és livre de fazeres o que quiseres. Tal como eu sou livre de fazer o que quiser. Por isso, é que não quero criar muitas expectativas em torno do que se passa entre nós. Não quero acreditar que sim, para daqui a uns tempos dizeres que não.

Daí, eu ter esta sensação de que devia falar contigo, ou de que algo está para acontecer. Mas se falo contigo, corro o risco de te afugentar. Se não falo contigo, corro o risco de te deixar fugir por entre os dedos. Em que ficamos? Vou com a maré e vejo onde isto vai dar, até porque o facto de fazeres planos para nós e de falares vagamente em comprarmos casa eventualmente, e espero por um desfecho qualquer? Ou tento agarrar-te e lá te sufoco mais um bocadinho?
É que simplesmente, não quero andar a insistir...

Por isso...acho que vou deixar as coisas rolar calmamente...e ver onde isto nos leva.

Mas...e se fugires...?

Damn...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Já dizia o outro...

Sinto-me de novo um teenager inconsciente, adolescente, irreverente, com vontade de ser diferente!

Quero...

...e devo ir devagar. Não exigir muito, nem monopolizar todo o teu tempo comigo. Quero ir com calma, de forma a que as coisas possam evoluir devagar e como deve ser. Quero estar contigo mas não te quero sufocar. E tu queres estar comigo mas também não quero ser sufocado.

E que tal irmos com calma, mas sem ser às escondidas, sem ser como "amigos"? É que não me apetece muito estar contigo e amanhã mudares de ideias só porque não temos nada em concreto.

Entendes...?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E de repente...

...voltas a gostar de mim. Já me beijas sem problemas, e ligas-me várias vezes ao dia para falares comigo. Já dizes que queres estar comigo, e já me pedes para dormir contigo. Já me pedes para fazer amor contigo, e já me agarras durante a noite. Já falas comigo se eventualmente comprarmos casa, e sobre como irá ser. Já queres fazer novamente férias comigo, e já planeias as coisas comigo incluído. Já queres sair com os nossos amigos, e já me abraças com força...

E de repente...parece que as coisas se estão a compor, de forma bastante boa...

Mas ainda nada é certo, nem oficial...até porque apesar de termos estado a viver uma vida de casal ultimamente, ainda não o somos...tudo porque ainda não falámos sobre isso, sobre se de facto voltámos, ou se é para ir bem devagar...

Gosto disso...é uma mudança bastante boa, e bastante favorável.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

E que tal...

...pararmos de perder tempo e acabarmos com as brincadeiras?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Diz-me...

...o que queres de mim...?
Preciso de saber...mas tenho medo de perguntar. Porque tenho medo de saber uma verdade que não quero que o seja. Há dias, vi esperança... Disseste-me que eu e tu temos uma relação estranha. Já é a segunda vez que acabamos e não conseguimos estar longe um do outro. Por muito afastados que tentemos estar, voltamos sempre a estar juntos. Foi engraçado seres tu a dizeres-me isto...é sinal de que tens noçao desta quimica que existe entre nós. Deste carinho mútuo. Desta atracção que nos une. Porque duas pessoas que acabam e voltam a estar juntas, pode ser ridiculo mas é também um sinal de amor.
Não sentes aquela paixão de antigamente, e eu sei perfeitamente disso. E no entanto, dizes-me:

- Não sei o que sentes por mim...

É mais que óbvio que gosto de ti. Só tu ainda não reparaste. Rapidamente respondes:

- Eu também gosto de ti, gosto de estar contigo, gosto de dormir contigo, gosto de brincar contigo, gosto da tua companhia.

Mas no entanto tens medo de ter uma relação. Porque neste momento, estás a tentar evitar isso. Tens medo de voltar a cair. Tens medo de voltar a ser magoada. E eu percebo.
E perguntas-me se eu quero ter uma relação com alguém. Ao que respondo que não...se não for contigo, neste momento não quero ter nada com ninguém.

De noite...é engraçado ver-te a procurares-me na cama. Queixares-te que estou muito longe, para me chegar mais perto de ti. E se eu não te agarro, és tu que me vens agarrar. Há quase 1 semana que estou contigo todos os dias, antes e depois do teu trabalho. E sabes o que reparei? Que estamos a viver uma relação...inclusivamente dormimos juntos. Mas a única diferença, é que não damos beijos a toda a hora...não dizemos que gostamos um do outro a toda a hora...não fazemos amor...porque de resto, é uma relação autêntica.

Eu gosto de estar contigo, nem me estou a queixar. Antes pelo contrário. Mas eu quero mais. Preciso de mais. E preciso que percebas isso. Porque se já percebeste que voltamos sempre a ficar juntos, então de certeza que também percebes o resto.

E é verdade...precisas mais de mim, do que eu de ti...

E eu gosto de ti...

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.

Só para dizer...

...que não há nada para dizer...

Se é bom ou mau? Não faço a mínima ideia, depois logo se vê...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dormir...

É a coisa mais fácil de se fazer.
Simplesmente...fechamos os olhos...
Mas, para muitos de nós, dormir parece não estar ao nosso alcance.
Nós queremos...mas não sabemos como conseguir.
Mas assim que enfrentamos os nossos demónios, os nossos medos, e nos viramos uns para os outros à procura de ajuda, apercebemo-nos de que não estamos sozinhos na escuridão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Questão:

Que nome se dá ao acto de dormir 3 dias seguidos contigo, sem nunca haver um único beijo, mas a deixares-me meter as mãos em vários lados, sem nunca te queixares, e a encostares-te a mim de uma maneira que até os mortos acordavam, e mesmo assim não haver nada?

Eu avanço com um nome: ESTÚPIDO!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Férias...mas pouco

Bem...vamos por partes.
Na 3a saí daqui para não ter de estar constantemente de volta do pc a dar em doido, para ver se ainda estavas por aí ou não...se estavas online, o que estarias a fazer, etc...
Ora...chegado ao destino, não tinha pc, não tinha net, não tinha nada. Só estava contactável por tlm...

Nesse dia à noite, ao contrário do que estava à espera, ligaste-me. Mas ligaste-me...de uma maneira surpreendida, meio triste e ao mesmo tempo interessada:

- Então, já foste embora? E nem disseste nada?

Que raio haveria de te dizer? "Olha, vou embora?" Não faria sentido...

- Podias ter dito, que já tinhas ido...

Pois, mas não disse. Não faria mesmo sentido falar contigo só para dizer que ia embora. Iria parecer desesperado, estúpido e a forçar algum sentimento em ti. Mas reparei na tua ansiedade...reparei na tua surpresa. E fiquei a modos que...curioso! Mas falei sem problemas...uma conversa rápida, 10min se tanto. Correu bem.
Passe o resto da noite a pensar nessa chamada...na tua maneira de falar e de ficares sentida por não te ter dito nada. Achei engraçado...mas o melhor ainda estava para vir.

Eram quase 1h da manhã, ligas-me novamente...

- Ola. Já estás deitado? Era só para te desejar uma boa noite...também já estou deitada, a ver tv...

Espera...deixa ver se entendo. Ligaste-me para me dares as boas noites? Mas nunca me ligas a dar as boas noites! Estranho...agradeci, dei-te as boas noites mas continuámos a falar. 30min ao tlm, a falar de coisas básicas...a rir...a conversar. E adorei esse telefonema. De certa forma, fiquei esperançado de que afinal, tinhas saudades minhas e querias falar comigo, e estar comigo. De há muito tempo para cá, nessa noite consegui dormir bem...

No dia seguinte, madruguei cedo sempre com a noite anterior na cabeça. Sentia-me bem, sentia-me feliz. Sentia-me com a certeza de que me voltarias a ligar. Passei o dia todo à espera dessa chamada. Sempre a pensar em ti. E ao final do dia, lá me ligaste. Mas foi diferente...ligaste-me por causa de um jantar que estava combinado entre nós e amigos, para confirmares se eu ia, e sobre o que se ia comer. Em conferência com eles, lá iamos discutindo como iria ser. No fim dessa chamada, e já em privado, dizes-me que já me voltas a ligar. Ora, eram umas 9h da noite. Não me ligaste...andei o resto do dia com o tlm ao meu lado, à espera da tua chamada. Até que desisti, já a noite ia longa.
Ligas-me hoje de manhã...completamente diferente, e apressada. Durou 15seg...

- Olá, tem de ser rápido. Fica então confirmado, bla bla bla bla bla bla, ok? Até logo

Juro...fiquei com o tlm encostado ao ouvido, um bom bocado depois de teres desligado. Fiquei a tentar perceber que raio tinha acontecido. Num dia pareces desejosa de falares comigo, no outro deixas-me à espera e a seguir despachas-me como se não houvesse amanhã?
Caiu-me tudo...mas ainda fiquei com uma réstia de esperança, sabendo que ia jantar contigo esta noite, e que se ia prolongar como sempre costuma ser. Que errado que eu estava...

Mandas uma msg a dizer que precisas de ajuda para o jantar, que estás cansada e que ainda vais sair depois de comeres...

A sério...só podes estar a brincar...venho eu de férias de propósito, para estar neste jantar, e tu dizes-me que só vais comer e bazas logo?

É incrível, como ainda me consegues surpreender pela negativa...e é incrível, como eu ainda não aprendi. Porque num momento esticas a mão e perguntas se quero, e quando vou a caminho, tiras a mão a dizer que já não há.

Assim dou em doido...mas é bem feita. Que é para eu não ser estúpido...e abrir os olhos.

Back...

Poucos dias, mas os suficientes para descansar um bocadinho da correria que é a cidade.
Vamos ver os dias daqui para a frente...

E obrigado pelos emails. Foram mais do que esperava, e menos do que gostava :P
Serão respondidos, e os comentários também...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Férias

Vou-me embora daqui para fora, durante uns dias, completamente sozinho, para ver se arejo as ideias e venho de lá com novas motivações.
Até lá, gostava de vos deixar um desafio...um pedido, vá.

Aqui do lado direito está o meu email. Escrevam, a opinar sobre o que já conhecem desta história toda. Tenho a certeza que muita gente se controla em dizer muita coisa para outros não verem, por isso assim espero que tenham a liberdade de dizer o que pensam, de dar a opinião, ou simplesmente de me chamar nomes. De qualquer das formas, será o mais privado possível, portanto escrevam! Preciso mesmo de ser chamado à razão...preciso mesmo de saber o que fazer e preciso das vossas opiniões. Não vou continuar assim.
Prometo que quando chegar, respondo...

Cheers!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

...

Pensamentos errantes...e errados!

- Gostava de te dizer que te odeio. Bem alto, a gritar em plenos pulmões, na tua cara, e ver a tua reacção! Ver a tua cara de triste, ver-te a começar a chorar! Ver as tuas lágrimas a escorrer!

- Muitas vezes dou por mim a pensar que se calhar era mais fácil para mim se não estivesses viva. Assim podia ter-te perdido, sabendo que não voltarias a estar com ninguém.

- Era bem feito que um gajo que gostasses te fizesse o mesmo que o teu ex marido te fazia. Assim, talvez desses valor ao gajo mais estúpido da face da terra que ainda está aqui por ti, que sou eu!

- Por vezes penso que a maneira mais fácil de te odiar, era insultares alguém da minha família. Aliás...insultares a minha sobrinha. Ia adorar olhar-te nos olhos, mandar-te para o caralho, virar-te costas e nunca mais teres notícias minhas.

- Adorava que estivesses no meu lugar. Que fosses pisada e sofresses como eu estou a sofrer. Assim, ias vez como é fodido ser rejeitado.

- Adorava odiar-te. Assim faria todo o sentido a esta fúria escondida dentro de mim.

E desse lado? Ainda pensam que sou uma boa pessoa...?
Pensem novamente...

Sabes...

...gosto de ti. A sério que gosto. É por isso que aturo todas as tuas merdas...todas as tuas mentiras. Eu sei perfeitamente quando estás a mentir.

"Ah...tenho de ir para casa arrumar aquilo tudo."

Tretas. Diz logo que ou não te apetece estar comigo, ou vais ter com outra pessoa. Mas não me mintas, que é o pior que me podes fazer. Mentires-me só me tira a confiança que tenho em ti.

Já estou de férias desde 6a. Passei 3 dias contigo, em que aconteceu o que aconteceu. Fiquei convencido (erradamente) de que as coisas se iam resolver, nem que fosse devagarinho. Fiquei convencido (estupidamente) de que gostavas de estar comigo e que ias continuar a querer estar. Fiquei convencido (burrice) de que parece que gostas ainda um bocadinho de mim. Fiquei convencido de muita coisa, mas não devia. Porque veio-me dar a esperança de que neste momento não necessitava. Porque agora a queda vai ser maior. Eu sei que não me prometeste nada, eu sei que o que se passou não significava nada. Mas mete-te no meu lugar. Deste-me sinais, mesmo inconscientemente. E eu absorvi isso tudo como se não houvesse amanhã. E por causa de tudo o que se passou, queria ficar por cá nas férias para podermos estar juntos, mesmo que não houvesse nada. A tua presença seria suficiente. O ver-te seria suficiente. Por isso, e depois de me teres mentido, não vou ficar cá. Vou-me pôr daqui para fora, longe de tudo. Eu sei que não te abala em nada. Tu lá tens os teus amigos para te divertires. Mas mesmo assim, vou-me embora. Porque quando me ligares a perguntar se quero ir sair, ou se precisares de alguma coisa, terei todo o prazer em te dar uma resposta simples:

NÃO!

É simples, não é? Aliás, já me disseste tantas vezes...que agora és tu que vais ouvir.

É mais que óbvio que não sentes por mim o mesmo amor que sentias. Mas também é mais que óbvio que ainda sentes alguma coisa. Estás confusa? Então não me uses para deixares de estar. Se estás confusa, compõe-te, orienta as ideias, e decide-te de uma vez por todas. Porque não vou esperar eternamente. Garanto-te que não vou. Vou esperar até não conseguir esperar mais. Vou esperar até rebentar, até encher, até me fartar.

Magoas-me e nem te apercebes disso. Tu sabes que gosto de ti. E sabes que aproveito cada segundo contigo, cada palavra que me dás.

Sabes...gosto de ti. A sério que gosto.
Adorava voltar a estar contigo. A sério que adorava.
Eu amo-te...a sério que amo.

Mas gostava de te odiar...a sério que gostava.
Seria bem mais fácil...a sério...

Reviravolta...ou só uma volta...

Confundes-me...e eu começo a não conseguir perceber o que tu queres afinal.
É mais que óbvio que não gostas de mim como gostavas. Mas também é óbvio que sentes muita coisa por mim. No entanto eu sei que entre o que tu dizes e o que tu fazes, vai uma grande diferença.
6a à noite, em conversa e depois de te tentar picar um bocado, "ordenas" que páre de insistir, que deixe de tentar que aconteça alguma coisa entre nós. Somos só amigos. Tudo bem, eu páro... nem te digo mais nada. Somos só amigos, então.
Sendo assim, fomos sair. Com amigos, claro. Para bem longe daqui. A noite correu normalmente, sem grandes aventuras, com uns copos (bastantes) pelo meio para animar. A noite acabou às 6h da manhã...hora em que chegamos a tua casa. Como nem eu nem tu estavamos em condições, fiz questão de te levar mesmo até dentro de casa. Achei piada, quando te começaste a despir e me dizes:

"Deita-te..."

Ao que eu respondi com um surpreendido "Deito-me?"
Ao que rapidamente respondes:

"Sim...despe-te e deita-te, ou vais dormir em pé...?"

Ok...nem sequer estava a contar dormir contigo. Mas o sono, o cansaço e o alto nível de alcool, levaram-me a fazê-lo. Tirei a roupa, e atirei-me para cima da cama. Não demoraste a seguir-me. E o que ainda me surpreendeu mais, foi que mal te deitaste ao meu lado, deste-me a mão...Nem recusei, deixei-me ficar. Ainda melhor, foi tu agarrares-me...
E depois ainda me pergunto: Como é que queres que não insista...?

O dia seguinte...
A alvorada foi tardíssima...a recuperação foi rápida. Nada de novo aconteceu nem se passou, mas passei o dia contigo. Como nem eu nem tu tinhamos nada para fazer, o que é que decidimos? Fazer outra noite igual!
Ora, o engraçado começa aqui: Não tiveste problemas em te despires e vestir à minha frente...até porque já te conheço de cor. E depois, com uma lingerie maravilhosa, ainda provocas...mas não sei se te lembras, pediste para eu não insistir. Portanto, fingi que nem te via...o que fez com que me picasses mais! O resto...não interessa para agora.

Ora, uma vez chegados ao bar, um amigo nosso fez um especial favor de me apresentar uma amiga. Bem...como eu adorei ver a tua cara quando me apresentei a uma moça, muito gira, bem vestida, grandes atributos, daqueles que metem os homens todos a olhar. Sim, admito...era só mesmo para te picar, para não ficares convencida de que não me desenrasco.
Anyway...a noite foi-se passando...o alcool desta vez foi pouco, mas serviu para desinibir um bocado e picar-te para dançar. Uns olhares aqui...outros ali...mas nada de mais. Eventualmente o fim da noite chegou, e com isso, a ida para casa.
A caminho...bem, a caminho de casa é que está a história. Tudo começado por ti...uma piadinha aqui de cariz sexual...outra ali...um toque na minha perna...a mão mais para dentro...e o resto não conto que isto não se trata de assuntos sexuais. Mas digamos que...do carro até casa...e como diz a música, a sobremesa foram 3 pratos completos.

Daí a minha "confusão". Dizes que não queres nada comigo, mas és tu que me saltas para cima. Eu não digo que não, porque o sexo é simplesmente divinal. Mas...foi só sexo. Nada de voltas, nada de reatar...só sexo. Daí ter a certeza de: já não gostas de mim como gostavas, mas ainda gostas...e aparentemente, também gostas do sexo...
Portanto...há que deixar o tempo passar...e com calma e um pouquinho de juízo, as coisas resolvem-se :)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Assim de repente...

...tenho cada vez mais certeza de que ainda te corro nas veias :)

...

O tempo que tu perdes a pensar o que as outras pessoas pensam de ti, estão as outras pessoas a pensar o que tu pensas delas.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Candidatura

Em seguimento da noite de ontem...

Abraça-me...

Quero tudo de novo...


Baseado numa frase duma leitora do blog

Esta noite...

Hoje jantei e passei o resto da noite contigo e amigos nossos. Ok, isso não é interessante...
O interessante é o seguinte:

Quando estávamos a fazer o jantar, a meio de uma conversa qualquer, perguntaste-me se já estive com alguém. Alguma hesitação depois, disse que sim...já estive com alguém. Perguntaste se namorava com ela, respondi que não, que eramos só amigos... Perguntaste se gostava dela, disse que sim, é uma pessoa muito querida...mas que não temos nada um com um outro, porque nenhum dos dois quer.
Entretanto, quando estavamos na sala, a ouvir música, sentaste-te e ficaste a olhar para mim...com aquela carinha de sorriso lindo, de sorriso maroto, de sorriso carinhoso...e eu encostei-me...e fiquei a olhar para ti...alguns segundos sem tirarmos os olhos um do outro. Nesse momento, para te testar, levantei-me e fui ver do jantar. Só para ver se me seguias. E seguiste. Estava eu de volta do fogão, quando te colocas ao meu lado. Mal larguei o fogão, abraças-me...dás-me uma abraço bom...sentido, e enrolas os teus braços à minha volta. Tal como costumavas fazer... E eu, sem pensar duas vezes, puxei-te contra mim, e agarrei-te. Encostei a tua cabeça ao meu peito, enquanto te passava a mão pelo cabelo. O meu coração batia depressa...há pouco mais de 2 meses que não tinha nada disto, e tu de certeza que notaste. Mas nem disseste nada... Que bom...por fim, o abraço acabou...dei-te um beijo na testa, mas não saíste do meu lado. Voltei ao fogão, controlar a comida, e larguei...nesse momento, olhei para ti...continuavas com aquele sorriso...aquele sorriso que eu adoro e que me derreto todo. Agarrei-te, puxei-te contra mim, e voltei a abraçar-te. O bom desse abraço, é que retribuíste. Dei-te um beijo no pescoço, agarrei-te com força, e quando começava a pensar em dar-te um beijo a sério...fomos interrompidos! Só a mim...parecia uma cena tirada de um filme...

O resto da noite foi-se passando. Alguma cumplicidade entre nós, piadas, olhares, toques, etc... Há que confessar que foi uma noite bastante divertida.

No final da noite, fui-te meter a casa...estacionei, e desliguei o carro. Naquele momento, pedia a todos os santinhos que me pedisses para subir contigo. Fomos trocando palavras...piadas...opiniões, e nada...o pedido não vinha. Na minha cabeça só corria:

"Quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te...quero beijar-te..."

Esperava que se não subisse, que na despedida ia ter essa oportunidade. E de certa forma até tive...porque não desviaste muito a cara...facilmente de beijava. Mas tive medo...medo da tua reacção, medo de estragar a noite, que até então, estava a ser óptima...e não beijei. Dois beijinhos na cara, uns sorrisos, e subiste.

Entretanto cheguei a casa...e liguei-te. Só para te desejar uma boa noite. Só para veres que me preocupo. Só para saberes que gosto. Só para te ouvir...

E no final, por muito que não te tenha beijado, por muito que não tenha dormido contigo, alegra-me o seguinte:

Hoje descobri que não te sou indiferente...hoje descobri, que ainda há muita coisa minha que corre dentro de ti. E isso, é óptimo...

E por muitos sobe e desce que ande, é de ti que continuo a gostar.
Dorme bem, doce...
*

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Going down...

Ontem ligaste-me...só para falar. E falei...falei, rimos, contámos piadas, durante 1h. Soube bem, devo confessar. Ouvir o teu riso, fez-me sentir bem. Foi conversa normal, sem nada de novo, só mesmo para animar um bocado.
Até que sem esperar, dizes:

"Bem, já me dói o ouvido...continuamos a falar no MSN, ok?"

Tudo bem...e em 2h que lá estive, trocámos meia dúzia de palavras. Deixaste de responder. Odeio quando me mentes. Não te doía o ouvido...se bem te conheço, alguém "interessante" deve ter ligado o MSN e começaste a falar com esse alguém. Este é o mal de te conhecer perfeitamente. Sei as tuas atitudes de cor, sempre que dás uma desculpa. Por isso, nem vale a pena mentires. Vou sempre saber o que estás de facto a fazer.
Como esperar não é o meu forte, e muito menos insistir para falares comigo, desliguei sem te dizer boa noite. Duvido que tenhas reparado, porque até agora ainda estou à espera que digas qualquer coisa...

E no fim, pergunto a mim mesmo:

Porque raio é que eu ainda me admiro destas coisas?

Aqui entre nós...

...começo a achar que me fizeste um grande favor em teres saído da minha vida...

...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Prova...

A prova de que eu suspeitava de que não andas a ponderar as coisas como deve ser, e que andas a fazer as coisas à pressa, aparece...
Afinal...já não vais viver com ninguém. Chateaste-te com ele, depois de uma tarde inteira a ajudar-te a tirar todas as tuas coisas da minha casa.
Afinal, parece que ele ainda tem dúvidas...parece que não era bem isso que ele queria. Orgulhosa como és, não poupaste palavras, à minha frente, enquanto falavas com ele por tlm.
No dia seguinte, resolveste acabar com tudo. Acabou-se a mudança, acabou-se a relação, acabou-se a amizade com ele. Enquanto pensavas que essa conversa durava 5 minutos, durou 7h... 7h para acabar com alguém. Nem comigo demoraste tanto tempo.
Com isto, e ainda a tentar perceber porquê, ligas-me às 5h da manhã (!!!) para me contares o que se passou. Espera...5h da manhã??? Só te atendi porque ligaste de casa e fiquei a pensar que tinha acontecido alguma coisa. A primeira coisa que me disseste foi:

"Acabei agora de falar com ele...tou na merda..."

É...dói não dói? Nessa altura só me apeteceu dizer que se estás na merda agora, eu tenho estado já há 2 meses. Mas nem sequer fui por aí...
Entre várias razões, acabaram por se chatear a sério, e já não se falam. Pelo menos foste a tempo, antes de te mudares. Nessa conversa, perguntaste-me a minha opinião. E eu respondi:

"A opinião sincera ou a politicamente correcta?"

Escolheste a sincera...perguntei se era mesmo essa que querias ouvir...hesitaste, porque sabes que quando abro a boca, é a disparar. Aceitaste a opinião sincera...e foi mais ou menos assim:

"Tu estás a ser estúpida!! Mas tu não pensas?? Então andas com ele há quase 1 mês e vais viver com ele?? 1 mês não é tempo para se conhecer ninguém! Se me dissesses daqui a 5, 6 meses, ainda vá que não vá...agora, 1 mês?? És parva, só pode! Acabaste de ter a prova de que não se conhece ninguém em tão pouco tempo, que ele diz-te que tem dúvidas! E depois ficas aí toda fodida com isso, porque ias dar um grande passo, com alguém que não conheces bem! E se fosses e daqui a 1 mês desse para o torto? Ias morar para onde? Para a rua? Já tens idade para ter juízo e não andares a ter decisões tomadas em cima do joelho, só porque gostas de alguém!!"

E durante toda a minha opinião, não abriste a boca...limitaste-te a ouvir...
Lá no fundo sabes que tenho razão. O teu silêncio prova isso. Ias dar um grande passo com alguém que também não tinha a certeza. E pelo que me contaste, parece que ele ainda gosta de uma rapariga...vá lá que desta vez, safaste-te de boa...foi a tempo.
E pensam vocês:

"Oh Lion, agora que não vai morar com o outro, de certeza que vai já voltar para ti"

Nada mais errado...ela nem sequer pondera essa hipótese. Nem sequer pensar em reatar comigo o que quer que seja. Pelo menos agora. Não sei se quer estar sozinha, não sei se gosta de alguém, mas sei que não quer voltar...pelo menos agora.
Gostava...a sério que gostava.E não dizia que não, mas só depois de uma grande conversa com ela.

Mas no fundo...sei que vais voltar. Mais dia, menos dia, vais voltar...vais reparar que afinal, uma discussão ou duas comigo, era bem melhor do que estás a passar agora. Vais reparar que o meu feito contra o teu feitio, é bem melhor do que qualquer merda que te andam a fazer.
E para isso, só te digo assim:

Só há 1 Lion neste mundo...não há mais ninguém como eu. Nem é preciso dizer porquê...

...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vida de leão...

O amor, é uma luta de leões.
Lá porque não ganhamos, não quer dizer que não sabemos rugir.

domingo, 26 de julho de 2009

Amor é...

...acordar a pensar em ti, ligar-te só para ouvir a tua voz ensonada, mandar-te uma mensagem a dizer "Bdia luv *", é receber outra igual com as saudades que tens minhas, é olhar-te e dizer-te tudo sem falar, é completares as minhas frases, é pensarmos nas coisas ao mesmo tempo, é ligarmos um ao outro ao mesmo tempo, é sorrir quando te vejo, é abraçar-te depois de um dia sem te ver, é acordar de noite só para te olhar, é passar-te a mão na caraa dizer que te amo, é não te largar a noite toda, é sentir-te ao meu lado quando não estás, é saber o que te dizer para te alegrar, abraçar-te quando precisas de apoio, é estar ao teu lado em qualquer momento, é dar-te a mão em sinal de confiança, é encostar-te a mim para saberes que estou ali, é alegrar-me quando vens ter comigo, é estar chateado com tudo e bastar ver-te para desaparecer qualquer problema...

E é não te ter agora e ainda ter este sentimento enorme por ti...

E é não ter nada disto e ainda pensar em ti...

E é tudo isto e muito mais...
Gostava que tudo isto fosse uma história. Um livro, vá. Um conto sobre um moço, simpático, que cometeu o erro de se apaixonar. É que se tudo isto fosse uma história, teria um excelente final feliz, e tudo acabaria bem. Mas pelo andar da carruagem...final feliz é coisa que não vai haver.

Há coisas que não entendo...e que me custa a entender. Imagine-se uma rapariga...solteira, simpática, etc... se a rapariga não estiver virada para relações, então não há nada que a demova disso. No entanto, se quiser qualquer coisa, basta estalar os dedos. Seja ir dar uma volta, seja sexo, seja curtir, seja namorar, whatever... Têm uma facilidade enorme em fazer as coisas. Digo eu, não sei...podem não encontrar aquela pessoa especial mas se eventualmente quiserem um amigo colorido, só mesmo para brincar na horizontal, facilmente encontram.

Num rapaz não...se estiver sozinho, bla bla bla, é extremamente complicado arranjar o que quer que seja. Falo por mim e por quem me rodeia. No entanto se uma rapariga se aproxima, nunca dizemos que não.
Obviamente que não estou a generalizar. Há aqueles tipos que parecem uma fotocópia do Christian Bale, ou semelhante, e que arranjam qualquer uma. E vice versa.

É por isso...que dizem que uma boa maneira de esquecer alguém, é arranjar outra pessoa. E se calhar, está explicado porque é que fui ultrapassado rapidamente. Tu estás com alguém, e eu não. Tu já não pensas em mim e eu penso em ti.

Vou-te confessar uma coisa...há umas semanas atrás, estive com a D. Aquela que tu não gostas muito...julguei que me ia fazer bem, nem que fosse ao ego, e como ela também estava para aí virada, aproveitei. E arrependi-me tanto...o sexo não soube a nada, os beijos não me transmitiram nada, os carinhos pós-sexo não trouxeram nada de carinhoso...e porquê...? Não faço ideia...Nem sequer pensei em ti durante o acto. Mas...foi estranho...e fiquei o resto da noite a pensar nisso.

Preciso de me apaixonar novamente...voltar a viver aquela sensação agradável de começar gostar de alguém, sabem? Aquelas borboletas no estômago...que saudades...

E para isso, preciso de te tirar da cabeça.
And the process has already started...

Hierarquias

Se um é santo ao pé do outro...então eu sou Deus!!

...

Que puta de desilusão...

sábado, 25 de julho de 2009

...ou então sim...

...e depois de ter escrito tudo aquilo, de ter vontade de o fazer, de querer ter essa força para não pensar em ti e no que vais fazer, eis que me ligas...
Para quê...? Para me perguntares quando podes ir buscar as tuas coisas...
E assim, estragas tudo e volto ao mesmo...
Assim...não consigo...

Hoje não...

Hoje não me apetece lembrar-me de ti...Hoje não me apetece sequer pensar em ti.
Hoje não quero lembrar-me que me deixaste sozinho. Hoje não vou seque pensar que estás nos braços de outra pessoa. Hoje recuso-me a sentir a tristeza que é não te ver ao meu lado cada vez que acordo. Hoje vou desviar os pensamentos sobre ti, para outra coisa qualquer. Hoje vou ser sem ti. Hoje vou ser apenas mais uma pessoa, normalíssima sem problemas. Hoje não quero ouvir falar no teu nome. Hoje não quero saber que existes. Hoje não fazes parte do meu mundo. Hoje és uma pessoa como qualquer outra. Hoje não te vou sentir. Hoje não vais existir. Hoje não és ninguém. Hoje vou ser o que não tenho sido.
Hoje...vou ser. Só porque sim...

Amanhã...talvez volte ao mesmo...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A carta que nunca te escrevi...

Porque é que te foste embora...? Diz-me...porquê? Porque é que me deixaste assim...? Tu sabes o que sinto por ti, e o que faria por ti. Foste a única pessoa pelo qual eu senti tanto. Sempre te tratei bem, sempre te dei tudo, nunca te faltou nada...não entendo, a sério que não.
Já estou cansado de me sentir assim...já me dói o corpo de tanta dor por não te ter comigo. E não aguento muito mais. Eu estou como que viciado em ti, és como a minha marca de heroína privada. Sem ti, não consigo pensar.
Não me quero fazer de coitadinho, não me quero rebaixar. Quero apenas que saibas o quanto gosto de ti. Mas por outro lado, já o deves saber...
Todas as noites, me deito a pensar em ti. E tu, pensas em mim? Na minha mente, correm imagens tuas. Cada vez que fecho os olhos, lá estás tu...a sorrir...com aqueles olhos lindos, sorridentes...com aquele sorriso que me derrete todo...a olhar para mim, a dizeres-me tudo sem abrires a boca. Sentia-me tão bem cada vez que me olhavas assim. Todos os dias, ao deitar-me, digo que te amo...desejo-te uma boa noite...desejo que durmas bem, onde quer que estejas...e agarro-me às almofadas como se fosses tu. Naquela nossa posição. Lembras-te? Desde a primeira noite que dormimos juntos, que temos a nossa posição. Todos os dias adormecia-mos assim...agarradinhos. Não havia nada melhor.
Mas hoje, dormes com outra pessoa. Será que também te agarra assim? Será que também acorda de noite, só para olhar para ti? Será que quando se deita tarde, em que já estás a dormir, te dá sempre um beijo de boa noite, e te diz baixinho que te ama? Será que corres no pensamento dele, desde que acorda, ao deitar? Será que gosta de ti o suficiente para que te dê o que mereces? Para que te trate da maneira que mereces?
Tantas vezes que me disseste que fomos feitos um para o outro. Tantas vezes me disseste que era o homem da tua vida. Tantas vezes que sorriste para mim, a dizeres que me amas. Onde está isso tudo? Não posso acreditar que tenha tudo desaparecido, as coisas não funcionam assim.
Tenho a certeza que ainda te lembras de mim.
Há coisas que não percebo...eu nunca te bati como te fazia o pai da tua filha. Eu nunca chegava a cada bêbedo como o teu ex marido. Eu nunca me droguei como o teu ex namorado. Eu nunca fui preso por roubar carros como o teu outro ex namorado. Eu nunca te traí como quase toda a gente com quem estiveste. E aturaste essas merdas durante anos. E no fim, eu que sempre te dei tudo, eu que sempre te tratei bem, que sempre te ajudei quando podia e quando não podia, que sempre te protegi, que sempre te amei sem qualquer dúvida, que trabalhava para que não te faltasse nada, que sempre estive ao teu lado, a abraçar-te cada vez que precisas, e no fim é a mim que deixas sem olhar para trás? Mas que raio!! Que se passa contigo?? Tens aqui uma pessoa disposta a fazer de ti a mulher mais feliz da tua, a dar-te o filho que sempre me pediste, a dar-te a vida que sempre desejaste, que quer lutar para que o nosso futuro seja calmo, e abandonas tudo? Não te percebo...juro que não te percebo...
Eu não sou uma pessoa má...os únicos problemas que tinhamos entre nós era o meu feito contra o teu feitio. Era só por isso que discutíamos...e sempre te quis mostrar que qualquer casal discute. Que é normal isso acontecer. E no fim, é a mim que me abandonas. É a mim, que ignoras...é a mim que me magoas ao fingires que não sou importante...
Mas acredita...que apesar do mau feitio...apesar das discussões, eu sou o homem da tua vida...acredita nisso. E sempre te disse, que nunca ninguém ia fazer por ti, o que eu fiz. Nunca ninguém ia cuidar de ti, como eu cuidei. E acredita, que é verdade. Porque o que eu sentia, era mais que amor. Era paixão! Era uma paixão enorme, de como alguém como tu, poderia estar com alguém como eu! E continuo sem perceber....
Há certos dias em que acordo e tento odiar-te, para que seja mais fácil...mas nem sequer consigo pensar em nada de mau de ti.
Tu não fazes ideia do quanto me estás a magoar, pois não...? Claro que não fazes...até porque eu nunca te mostraria esse meu lado.
Estou cansado, sabes...estou cansado de chorar...de estar sozinho. Muita gente me diz que isto passa quando encontrar alguém que volte a gostar de mim, pelo que sou. É possível, não sei...só quando atravessar essa ponte, é que poderei dizer. E até lá? Como é que passa...? É simples...não passa...vou ficar aqui, sentado num canto, sozinho neste quarto, nesta casa, a ouvir ecos da felicidade que tivemos. Da vida que passei contigo. Daquela vida que me faz falta. E deixar as lágrimas escorrerem pela minha cara...
Tenho tantas saudades tuas...
Fazes-me tanta falta...
Sinto tanto a tua falta...
Não me deixes...fica comigo...

És linda...e morro de amor por ti...
Por ti...tudo.

Luv ya babe...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Para todos vocês...

...o meu obrigado.
Para todos os que lêem o que escrevo todos os dias. Para todos os que que me apoiam nesta fase menos boa da minha vida, para todos os que me tentam dar força, o meu muito obrigado. Do fundo do coração.
Porque é maravilhoso ver pessoas que não conhecemos, a passarem por aqui, lerem o que estou a passar e perderem o vosso tempo a comentar, a dar-me força, a tentarem puxar-me para cima. O facto de não vos conhecer e de fazerem isso todos os dias...deixa-me feliz...feliz porque afinal, há pessoas boas que se preocupam e gostam de ajudar. Não interessa quem seja...
Isso só demonstra que todos vocês têm um coração enorme, um coração de ouro, uma alma nobre e uma vontade enorme.
Merecem todos, tudo de bom. Merecem que tudo vos corra bem, e que sejam felizes, da melhor maneira que conseguirem. Adorava dar um abraço a todos, e agradecer.
Nessa impossibilidade, vai mesmo daqui:

Beijinhos, abraços, e outras manifestações de afecto!

Obrigado por estarem aí...

O dia a seguir...

...continuas a estar presente no meu pensamento. É automático...mal acordo, és tu que me invades a mente...é a tua imagem que vejo, é tudo o que me fizeste que sinto desde que acordo.
E começo a cansar...depois de ontem sinto-me já sem forças para continuar com isto, para continuar com esta sensação de perda, de mágoa, de tudo...
Ouço as pessoas à minha volta, a dizerem-me para seguir em frente, para a esquecer, para não pensar nisso, para arranjar alguém, para seguir em frente, para viver a minha vida, para...para tudo! Mas já alguém se lembrou de que não é isso que preciso de ouvir? Isso são clichês...não preciso de frases feitas, não preciso de falsos conselhos, não preciso de palavras ditas da boca para fora. Preciso de força...que é a única coisa que ninguém me pode dar.
Muitos amigos vêm ter comigo, a contar-me que também já passaram por isso, e que esqueceram, etc...e eu penso "Se esqueceste, é porque não era assim tão forte..."
Forte...aquilo que eu acho que não sou...sou forte em muita coisa, na personalidade, no feitio, na maneira de ser, fisicamente...mas nestas coisas do amor, sou a coisa mais fraca que pode haver.
Sou sentimental...choro quando tenho de chorar...e não tenho força para estas coisas. Nunca tive, e muito menos agora.
Ela vai ser sempre a mulher da minha vida...e apesar de tudo, apesar do mau feitio que eu possa ter, apesar do que se passou, eu vou ser sempre o homem da vida dela. Porque...ninguém, vai fazer por ela, metade do que eu fiz.

Sou fraco...eu sei que sou...é por isso que se vieres ter comigo, não vou ter a força para dizer que não. Porque lá no fundo...é de ti que eu gosto, é a ti que eu quero. Gostava de ter a tua força, de meter tudo para trás. Gostava de ter toda a vossa força, para poder seguir em frente. Mas a verdade, é que lá no fundo...sou fraco...
E hoje não é um bom dia...

E estou tão cansado...
Já chega...
Por favor...
Pára...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Hoje...

Hoje...desabaste com o meu mundo...especialmente hoje, rebentaste com tudo o que me restava de ti, com toda a esperança que tinha por ti.
Acordas-me de manhã...e sabendo eu que nunca me ligas de manhã, julguei tratar-se e algo urgente, e atendi...maldita hora em que atendi...
Com a tua voz melosa, aquela voz que me convence de tudo, aquela voz que esconde qualquer pedido por trás...e nem sequer desconfiei.
Calmamente, abriste caminho...pediste desculpa por me acordares...e finalmente, fizeste o pedido...perguntaste quando podias vir buscar as tuas coisas de casa...aquelas coisas que não são importantes no dia-a-dia, mas que fazem falta quando se vive com alguém.
A minha voz tremeu...o meu coraçao bateu como nunca tinha batido...e a engolir em seco, respondi que podias vir quando quisesses. Mas não perguntei porquê, talvez com medo da resposta. Aliás, nem tive de perguntar...tu própria fizeste o favor de contar.

"Pelo pedido que fiz, já deves imaginar o que seja..."

Sim...imaginei...claro que imaginei, nem podia ter feito outra coisa. Mas preferi que me fosses sincera, e pedi-te para continuares...

"Eu e o C namoramos...e em agosto, vou viver com ele..."

E tudo parou...um dos meus maiores receios, tornou-se realidade...
Mantive o silêncio...continuei a engolir em seco, a evitar chorar...uns segundos depois, perguntaste:

"Estás triste...?"

Demorei a responder...naquele momento, tentei digerir o que tinha acabado de ouvir. Em poucos segundos, tudo me passou pela cabeça. A tua imagem, a entrar numa casa nova com alguém que não eu...o dormires todas as noites com alguém que não eu...o cozinhares aqueles pratos que eu adoro para alguém que não eu...tudo esses pormenores que adoro em ti, partilhados com outra pessoa...tudo isso me destriu naquele momento. E com uma voz trémula, quase a chorar, respondi-te que não...não estou triste...pelo menos, para ti deixei de estar triste. Já não é nada contigo. Politicamente correcto, respondi que fico feliz por ti. Fico contente que vás dar um passo tão grande. E tu agradeceste...
Mas...entretanto, lembrei-me duma coisa...e perguntei:

"Então mas vocês andam à pouco menos de 1 mês...não achas que te estás a precipitar...?"

Ao que prontamente respondeste, como que já treinado antes:

"Não, já não estou a ir para nova e nem o C...estamos numa altura em que não podemos esperar, e se for, que seja agora..."

Depois dessa resposta, rapidamente te despachei. Precisava de soltar o que tinha dentro de mim. Precisava de mandar cá para fora a agonia que estava a sentir naquele momento. Mal desliguei a chamada, encostei-me para trás...e chorei. Chorei como não tinha chorado antes. Sim, chorei...nem tenho problemas em admitir, que chorei. Sem parar...
Deitei-me...agarrei-me ás almofadas com toda a força, e enfiei a cara nelas...e gritei...isto não me podia estar a acontecer. Porquê a mim...? Eu nunca fiz mal a ninguém...não mereço ser castigado assim...
Por isso, hoje acabaste com o meu mundo.
Toda aquela esperança que tinha de que voltasses um dia, acabou...
Hoje...destruiste-me...
Hoje...foi o dia em que o meu mundo, que partilhava contigo, acabou...
Depois de tanta força que tive, de tanta vontade de lutar que tinha...de tanto pensamento positivo que vinha a criar, tudo acabou...tu acabaste com tudo o que me restava.
Hoje...foi o dia em que finalmente, desisti de ti...
Hoje...foi o dia em que saíste de vez...

Hoje...
...foi o dia em que finalmente, caí...

Que tenhas o que nunca te consegui dar...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Shiuuuu

É sufocante a maneira como me fazes falta. E tu nem fazes ideia. És tu o meu primeiro e último pensamento de cada dia. E tu nem fazes ideia. Quando estás comigo, não te demonstro nem metade do que estou a sentir, para não me dares como fraco, como fácil. Finjo que estou bem, que nada me preocupa. E tu nem fazes ideia. Para não pensares que estou desesperado, dou por mim a fingir que te ignoro, que não me interessa o que fazes, dou por mim a fingir que não te ouço, só para te tentar fazer sentir um mínimo de saudades minhas. E tu nem fazes ideia. E no fim, quando chego a casa, sento-me sempre a um canto a pensar em ti, e deixo as lágrimas correrem pela cara. Só pelas saudades enormes que tenho tuas, pela vontade de te ter novamente comigo. E tu nem fazes ideia. Finjo querer ser o teu melhor amigo, só para te tentar ter por perto, só para tentar que fales comigo, só para te ouvir. E tu nem fazes ideia. Ainda só passou pouco mais de um mês de teres terminado com 3 anos de amor, e no entanto já me contas as tuas aventuras com outros rapazes, já me contas os sentimentos que tens, já me contas os perigos que corres e já desabafas comigo de tudo, sem perceberes que isso me destrói por dentro, me arruina por completo. E tu nem fazes ideia. E no fim, só me apetece agarrar em ti, olhar-te nos olhos e perguntar-te "Não percebes que ainda me corres nas veias???". E tu nem fazes ideia..."

Sonho...

A certa altura, talvez aceitemos que o sonho se tornou num pesadelo.
Dizemos a nós mesmos que a realidade é melhor.
Convencemo-nos de que é melhor nem sequer sonharmos.
Mas os mais fortes, os mais determinados, agarram-se ao sonho.
Ou então, deparamo-nos com um sonho novo no qual nunca tínhamos pensado.
Ao acordarmos, damos por nós, contra tudo o que seria de esperar, novamente esperançados.
E, se tivermos sorte, apercebemo-nos, de que perante tudo, perante a vida, o verdadeiro sonho, é, no fundo, conseguir sonhar...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Saudades...

"Saudade é deitar-nos completamente exaustos, exaustos de pensar em alguém. E quando a noite finalmente acaba e o sol entra de novo pela janela do quarto fazendo-nos lembrar de imediato o mesmo nome, sabemos que o que sentimos continua a ser isso...Saudade. Como é que sabemos? – perguntaria alguém. Sabemos porque adormecemos com uma dor física não identificada situada algures entre o coração e o estômago, acompanhada de um vazio característico. Sabemos, porque mal abrimos os olhos de manhã, e já andamos à procura do telemóvel, na esperança de encontrar uma mensagem (nem que esta se resuma a um simples “bom dia”, seguido de um beijo gráfico). E caso ainda nos reste algum tipo de dúvida, confirmamos que de facto são saudades, quando este mesmo ritual de verificação se repete compulsivamente umas sessenta vezes ao longo do dia, transformando o telemóvel numa espécie de bem de primeira necessidade.

Saudades...É procurar-te na minha vida
e não te encontrar durante dias seguidos e
horas intermináveis. Saudades...foi o que
deixaste. Tenho tantas saudades tuas..."

Visto aqui

Desejo...

Muitas vezes, aquilo que mais queremos, é aquilo que não podemos ter.
O desejo deixa-nos de rastos.
Dá cabo de nós.
O desejo pode destruir a nossa vida.
Mas, por muito duro que seja desejar algo...
...as pessoas que sofrem mais...
...são as que não sabem o que querem.

...

"...Para mim nao passas de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E nao preciso de ti. E tu tambem nao precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro. Para mim seras unico no mundo. E eu serei para ti unica no mundo..."

Em O Principezinho

domingo, 19 de julho de 2009

Margarida Pinto ft Pac - Aviso-te



Refrão:
Pensa bem como vai ser
Este é o último aviso
Que eu te vou fazer
Podes escolher
És livre mas...
Deixas o caminho aberto
Para alguém entrar

Pacman:
yo, yo, yo
Fica esperta
Sei que tu sabes
Que eu sei
Que tu sabes bem
Falo a sério quando digo
Que não dá para ir mais além
Já tentámos o que havia para tentar
Até à exaustão
Esgotei toda a minha dor
Muito para lá de qualquer razão
Dá-me 1 minuto amor
Vou arrumar as minhas cenas
Fazer a minha mala com muita calma
Pôr-me a milhas dos nossos problemas
Falta-me o ar não consigo respirar
Isto está-me a matar
A pouco e pouco há tempo de mais
Tempo de mais para inventar
Mais uma história
(Margarida Pinto) Pensa bem
Yo, já pensei
Faltam-me um argumento
Para um final feliz
Tudo o que eu sempre quis
Era construir de raiz
Um amor que te obrigasse
A pedir de joelhos
Para sempre bis
Não foi suficiente para mim
(só eu sei)
Cada vez se torna mais claro
Teu problema reside numa morada
(só eu sei)
Onde eu já não páro

Não foi suficiente para mim
(só eu sei)
Cada vez se torna mais claro
(só eu sei)
(2 x's)

Yo, fica esperta

Refrão:
Pensa bem como vai ser
Este é o último aviso
Que eu te vou fazer
Podes escolher
És livre mas...
Deixas o caminho aberto
Para alguém entrar

Margarida Pinto:
Tens uma história, amor
Dessas que trazem um cheiro que não é meu
Sabes que eu sei, tu sabes que eu sei
Tu sabes bem
Por onde andaste e com quem
Já pensei
Faltam-me argumentos p'ra um final feliz
Tudo o que eu sempre quis
Foi ter-te sempre aqui
Falta-te o ar, tu faltas-me a mim
Só eu sei tudo que te dei
Por quanto mudei e o que deixei por ti, amor
A pouco e pouco há tempo de mais
Pra, pra inventar um motivo mais
Pra tu ficares
Mas se não dá mais
Fica bem, Pensa bem

Pacman: yO, já pensei

Refrão:
Pensa bem como vai ser
Este é o último aviso
Que eu te vou fazer
Podes escolher
És livre mas...
Deixas o caminho aberto
Para alguém entrar

Poesia - Ainda te amo...

Conta-me a história que me contaste uma vez,
Tento recordá-la quando surgem os porquês
Naquela altura a lua trazia-me mais certeza.
O tempo vai passando mas não muda a tristeza,
Quero ouvir de novo as palavras que sussurraste,
Relembrar-me dos segredos que me confiaste.
Eu continuo o mesmo, mesmo quando tu me ignoras,
Será que hoje em dia tu por mim ainda choras.
A inocência que me davas era singular,
Não sei qual foi de nós o primeiro a mudar,
Fazes-me visitas mas só temporáriamente,
Quem me dera que voltasses e ficasses para sempre.
Mas muitas vezes a tua vontade é pouco certa,
Á noite são esperanças, deixo a porta mais aberta.
O que é que se passou connosco? Diz-me, por favor!
Não é por acaso que ainda te trato por amor.
Porque é que não percebes que estou a ficar mais fraco?
Se não me queres dar um beijo, dá-me ao menos um abraço.
E diz-me que está tudo bem como antigamente,
Quando passávamos tardes a olhar frente a frente.
Eu sei que posso ser ingrato naquilo que escrevo,
E que as minhas atitudes só reflectem o meu medo.
De te perder e te ver sem poder tocar
Mas por mim podias tentar voltar a acreditar.
O que é que não gostas em mim que eu não posso mudá-lo?
Tenho esse poder mas não sei utilizá-lo
Tenho uma só razão para que a vida seja bela
Apartir da meianoite olha para a minha janela...

(Conta-me a história mais linda)
Conta-me a história mais linda!
(Que me contaste uma vez...)
Que me contaste uma vez!
(Em voz baixa conta ainda)
Em voz baixa sussurrando-me no ouvido
(Que pode ser a ultima vez)
Pode ser a ultíma vez!

A saudade aperta e não dá para ignorar
A dor fica cá dentro como uma ferida por sarar.
Eu hoje recordo bons momentos que contigo passei
Mas a tua partida foi algo que nunca imaginei.
Mesmo com o tempo passando os sentimentos são iguais
Se calhar quando desabafei já foi tarde demais
Faço da solidão meu companheiro diáriamente
Quando sonho que voltaste e ficaste para sempre
Quando partiste simplesmente ficou um vazio cá dentro
Mas nem mesmo a distancia mudou o meu sentimento.
Semanas e dias parecem eternos
Quantas lágrimas ficaram nas folhas destes cadernos.
Houve tanta coisa que ficou por dizer
Duvido que compreendas aquilo que me faz mais sofrer
A mágoa que carrego cá dentro sempre comigo
Dava tudo para voltar a rever o teu sorriso
Se calhar tenho culpa por ter sido tão calado
Mas tinha medo de tentar e sair mais magoado
És tudo para mim, fonte da minha inspiração
Tudo aquilo que sonho, talvez uma simples ilusão.

(Conta-me a história mais linda)
Conta-me a história mais linda!
(Que me contaste uma vez...)
Que me contaste uma vez!
(Em voz baixa conta ainda)
Em voz baixa sussurrando-me no ouvido
(Que pode ser a ultima vez)
Pode ser a ultíma vez!

Houveram tantas coisas que ficaram por ser ditas
Tantas lágrimas que chorei em forma de tinta
Olho-te com a mesma paixão que te olhava de antes
Para ti já fui eterno mas apenas por instantes
Durante meses seguidos, foste tu a minha musa
Mas o medo de te perder é o que mais me assusta
Ao me lembrar de ti ganho forças para lutar
Encarar a vida injusta que tenho de enfrentar
Se te desiludi peço desculpa, mas é estranho
Não imaginas nem metade do amor que tenho
És o ponto final que termina as minhas tardes
O ponto de exclamação que dá vida ás minhas frases
Adormeço a pensar em ti, acordo contigo no pensamento
Imaginando que regressas a qualquer momento
A esperança não morre quando acordo a fantasia
Reencontrar-te outra vez era tudo o que eu queria
Se soubesses tudo aquilo que eu fiz por tua causa
A forma é diferente mas a alma é a mesma
Estás sempre calada mas eu estendo-te a mão
E por momentos passo para outra dimensão
Para um mundo diferente que um dia sonho encontrar
Ter-te do meu lado sempre que eu precisar
Nos momentos dificeis estejas lá para me apoiar
Mas a esperança que guardo é o que me faz acreditar
Num mundo que não me aceita por muito que eu tente
És o meu refugio, carinhosa e sorridente
Se te perder só espero que me encontres um dia
Mas até lá, ainda te amo...

sábado, 18 de julho de 2009

Aconteceu um dia... II

Por vezes pergunto-me...ainda pensas em mim? Aliás...ainda te lembras de mim?
Será que quando te vais deitar, te perguntas o que estou a fazer? Ou de como estou?
Ou até mesmo durante o dia...será que eu invado os teus pensamentos?
Quero julgar que sim...quero pensar que eu não fui apagado das tuas memórias. Quero pensar que, nem que seja uma vez por dia, te lembres de mim. Que penses em mim.
E saudades minhas...tens? Eu tenho tuas...e tu nem imaginas. Continuas a ser o meu primeiro e último pensamento de cada dia.
Queres saber porque tenho a esperança de que pensas em mim? Vamos recuar umas semanas, até à última vez que te vi...
Era uma 6a feira, e eu estava em casa a estudar...eram umas 20.30, quando me ligas. Nem disseste olá, e pelo teu tom de voz alguma coisa se passava...

"Onde é que estás?"

Não estavas bem, e pediste-me para te levar ao hospital. Aí está uma coisa que nunca te conseguiria dizer que não. Vesti-me, fui-te buscar e fomos ao hospital.
O que tinhas é irrelevante para a história, mas o que importa mesmo é as atitudes...
Já na sala de espera, sentei-me ao teu lado. Perguntei se precisavas de alguma coisa, e sem dizeres nada, encostas a cabeça no meu ombro. Mas não foi só o encostar...foi a maneira carinhosa como o fizeste, o encaixar a tua entre o meu ombro e a minha cabeça, foi o aninhares-te em mim, como fizeste milhares de vezes. E eu, enrolei o meu braço à tua volta e coloquei a mão na tua cabeça. Como um gesto tão insignificante, significou tanto para mim. Naquele momento, vi o carinho que ainda sentes por mim. Vi a tua confiança que ainda tens para eu te proteger. E assim ficámos, durante uns minutos.
Nessa altura, já te sabia com alguém, porque me contaste. Andavas com ele há umas semanas.
Começaste a justificar o facto de me teres ligado a mim para te trazer ao hospital. O teu irmão não estava em casa...a tua avó não podia ir, e ele...ele estava num festival a divertir-se. Já tinhas falado com ele, que ias para o hospital e que era eu que te levava. Ora, eu não sei se é só de mim mas ainda hoje penso: "Como é possível, alguém estar com outra pessoa, saber que ela vai para o hospital cheia de dores sem saber o que tem, saber que vai com o ex namorado com o qual passou alguns anos, e ainda ficar tranquilo num festival a ver concertos?"
Se fosse eu, tinha saído a correr...tinha voado, estivesse onde estivesse. Nem que tivesse que atravessar um mar de 500 mil pessoas, eu não ficava parado. Eu ia ter contigo, eu ia cuidar de ti. Mas ele não...ele ficou a divertir-se...e eu é que estava ali contigo, a cuidar de ti, a tomar conta de ti, a ter a certeza de que recebias tratamento. E isso irritou-me tanto, como é que alguém te poderia "ignorar" dessa maneira.
Adiante...
A certa altura, desencostas-te de mim...e ficas a olhar para mim...ficámos, sem exagero, 30seg a olhar um para o outro. Sem falar. Sem tirar os olhos dos teus. Sorriste, aproximaste-te de mim, e encostaste a tua cabeça na minha...frente a frente. Testa com testa. De seguida, dás-me um beijo na cara...mas foi um beijo com ternura. Com carinho. E eu retribuí. E voltaste a encaixar-te no meu peito...e na posição que estavas, a tua boca estava a menos de 10cm da minha...bastava virar-me, e beijava-te. Naquele momento, esse pensamento correu-me pela cabeça várias vezes. Hesitei...podias não gostar. Mas tinha a certeza de que não dizias que não. Tinha a certeza que se encostasse os lábios nos teus, não ias fugir...mas não o fiz. E hoje arrependo-me de não o ter feito.
Mais tarde, ele liga-te. Levantas-te e vais falar para onde não te consigo ouvir. Uns minutos depois, chegas e começas a resumir a conversa com ele, sem eu te perguntar nada. Até que me dizes:

"Ele diz que estás a ser espectacular, por estares aqui comigo. Estás a ser uma excelente pessoa, obrigado por me teres trazido"

Eu digo que não...sou uma pessoa normal, não tenho nada de espectacular, nem de excelente. Penso para mim que só o faço, pelo que sinto por ti. Será que não percebes isso? E voltas a responder:

"És...és uma excelente pessoa, e ao contrário do que pensas, eu lembro-me sempre disso. Eu nunca me esqueço da pessoa que és"

E no entanto, mesmo sendo uma excelente pessoa, não estás comigo. Desculpa, mas não faz sentido. Era o que me apetecia ter dito, mas não ali, no hospital, rodeados de pessoas.
Passadas algumas horas, lá nos despachámos do hospital. Meia dúzia de medicamentos receitados, e iamos a caminho de casa.
Quando estávamos a chegar, ia deixar-te à porta de casa. Até que apontas para um lugar vazio, para estacionar. Olho para ti, e pergunto se é suposto eu subir até tua casa.

"Sim, sobe...se quiseres, claro"

Não disse que não. Estacionei e subimos.
A tua avó veio logo ter contigo, para saber como estavas. E quando me viu, abraçou-me. Disse uma dúzia de vezes que gosta muito de mim, e agradeceu-me outra dúzia por ter tratado de ti.
Já era tarde, e mesmo vestida, deitas-te na cama. Só queres descansar do longo dia, e dormir. Eu tapo-te, coloco os cobertores de forma a não teres frio. E sento-me a ver TV.
Era minha intenção ficar ali até adormeceres. Mas as constantes mensagens que ias recebendo quando estavas mais para lá do que para cá, impediam-te de dormir. E eu já estava a ficar com sono. E não ia ficar ali a dormir. Embora na minha cabeça corresse o desejo de que me pedisses para me deitar ao teu lado, sei que não o ias fazer. Quase 2h depois, já extremamente cansado, resolvi ir embora. Ainda estavas acordada, sonolenta. Chego-me perto de ti, e digo-te baixinho que vou embora. Abanas a cabeça. Aproximo-me de ti, devagarinho, para te dar um beijo na cara. Mas a forma como estavas deitada, impedia que conseguisse dar-te um como deve ser. Por isso, ao aproximar-me, toquei-te ao de leve na boca. Fiquei assustado por ter medo que pensasses que te beijei de propósito. Mas a tua reacção, deixou-me ainda mais espantado: quando sentiste tocar-te nos lábios, beijaste-me de volta...como se de um beijo verdadeiro se tratasse. Tudo isto num segundo. Nem foi considerado um beijo, nem nada. Foi só um toque. E mesmo com esse toque, lá te dei um beijo na cara e disse-te baixinho, que se precisasses de alguma coisa, que me podias ligar.
E assim, fui embora...
Desde então, nunca mais te vi. Falei contigo por tlm só mais uma vez, de coisas triviais. Durante uns dias, senti-me bem, porque conhecendo-te como conheço, senti que ainda sou parte de ti. Senti que ainda existem sentimentos por mim. E fiquei feliz, por saber que não fui esquecido. No entanto, este silêncio que perdura, faz-me começar a pensar o contrário. Desapareceste...nunca mais ligaste...
Em conversa com um amigo nosso, contei-lhe esse dia. A resposta dele foi breve e resumida:

"Foste estúpido. Nunca devias ter ido. Já não és o namorado dela, o outro que a levasse."

Eu fui porque gosto dela. E porque apesar de tudo, ainda está presente em mim.
Mas será que fui...?
Estúpido...?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Como tudo começou...

Já nos conhecíamos desde meados de 2001...mas pelos diferentes grupos de amigos, nunca chegámos a "interagir" muito um com outro. Passado pouco tempo, deixei de saber de ti. Nunca mais ouvi falar de ti. Ainda me lembro da última notícia: "Casou-se, foi viver para fora de Lisboa". Pronto, que seja feliz, pensei eu.
5 anos depois...estava eu no café com um amigo, na conversa, quando entras tu com um amigo nosso...ainda me lembro de ter ficado a pensar, como estavas diferente desde a última vez que te vi. Estavas mais...mulher, mais madura. Estavas de cabelo apanhado, tal como sempre gostei de te ver. Sentaste-te na mesma mesa, e começámos a falar os 4. Nada de mais, conversa amena, recordar encontros anteriores, etc. Eventualmente, lá tivemos que ir embora. Despedi-me de ti, e fiquei com a tua imagem na cabeça. Aquele momento a entrares no café, ficou-me gravado na mente. Como se alguma fosses a peça que falta de um puzzle. Como não tinha o teu nº, resolvi ir pelo meio mais básico que me lembrei...pedir-te pelo hi5! Mas como ia dar muito nas vistas pedir só o teu, fingi que queria o do outro amigo e já que estava com a mão na massa, pedi também o teu. Pronto, pedi-te só o email do MSN. Isto em Setembro...O tempo passou, e estranhei a ausência de resposta. Talvez não estivesses interessada, mas voltei a insistir. Quase no final de Outubro, respondes...dás o teu e o do nosso amigo. E assim adicionei.
No dia seguinte, encontras-me online e metes conversa comigo. Sei que passámos 2 dias inteiros, de manhã à noite na conversa. Só a parar para dormir. Contaste-me coisas que não sabia, já te tinhas separado, estavas a viver em casa do teu irmão algures no alentejo, etc. Criou-se uma enorme empatia. Já só pensava em ti. A certa altura, contas-me que queres vir cá á cidade passar uns dias com a tua avó. Mas que seria difícil vires de transportes, senão só de boleia no final do mês. Como eu queria estar contigo rapidamente, ofereci-me para te ir buscar. E assim foi.
Quando vínhamos no carro a caminho de cá, lembro-me de ter feito uma piada e de nos termos rido sem parar durante algum tempo. Instintivamente, sem dar conta, dei-te a mão...segurei na tua e olhaste para mim. Sinceramente, esperava que a tirasses...mas não, apertaste a minha e fizeste festas. Foi aí que soube que alguma coisa iria nascer dali...
Chegámos a casa da tua avó, por volta da hora do jantar. Ajudei-te a levar as malas para o prédio, e ficámos uns minutos na conversa. Combinámos fazer qualquer coisa depois de jantar. Na despedida, foi sem pensar...beijei-te...mesmo à porta do teu prédio, beijei-te...lembro-me perfeitamente da sensação, da tua língua, da tua mão na minha cara, de eu te agarrar...e do teu vizinho a entrar no prédio! E fui jantar...
2 horas depois, vim buscar-te...o entusiasmo era grande! Sem ideias do que fazer, e levado pela alegria, resolvi fazer o que nunca fiz com ninguém...levei-te ao meu sítio, ao meu refúgio...ao único local que me acalma quando preciso, onde posso estar sossegado. Sempre me disse que nunca levaria lá nenhuma namorada, nenhuma curte, nenhuma amiga. E até te ter conhecido, algumas passaram, e sempre ficou virgem de raparigas. Até que te levei...levei-te porque senti que devia levar, porque algo me chamou para te levar. Sei que adoraste...sei que te sentiste calma e sei que te acalmou. Conversámos durante algum tempo, brincámos, rimos, etc. Até que te perguntei...

"Bom...depois disto tudo, como ficamos...? Andamos...?"

Olhaste para mim, e pediste-me calma. Tinhas ainda muito por resolver, muito para tratar na tua vida, e nem sequer estavas a viver cá. E a minha relação com o teu irmão, não era das melhores, mas isso já são outros assuntos. Concordei, vamos com calma, não falamos disto a ninguém, e vamos ver no que dá.
Digo-te, que o início desta relação entusiasmou-me. E levado por isso, resolvi apresentar-te a uma das pessoas mais importantes da minha vida: a minha sobrinha. Obrigatoriamente, ias ter de conhecer o resto da família, e tu nem sequer te importaste...e assim, tornou-se oficial. Passaste a viver cá, em casa da tua avó. Contaste a quem conhecias, e a quem de direito. Começou a nossa relação...

Quase 3 anos depois, ainda me lembro de várias conversas que fomos tendo.

"Se soubesse que ia ficar contigo, nunca me tinha casado e tinha começado contigo quando nos conhecemos"

Adorei o teres dito isso...ficou-me gravado na memória.
E foi assim que começou...a relação mais bonita que tive. A relação, que apesar de tudo, adorei e que vou lembrar durante muito tempo.

E no final, só tenho uma coisa a dizer...
Ainda me corres nas veias...

Guaranteed...

I knew all the rules but the rules did not know me...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Traição...

De certa forma, a traição é inevitável. Não a física, mas qualquer uma.
Quando os nossos corpos nos traem, a medicina é a solução para recuperar.
Quando nos traímos uns aos outros...a via da recuperação é menos evidente.
Fazemos aquilo que for preciso para recuperar a confiança perdida.
E depois há algumas feridas, algumas traições, que são tão profundas...que não há forma de as reparar.
E, quando isso acontece...não há mais nada a fazer, senão esperar...

Alguém me explica...

...como é que tiramos da nossa cabeça a pessoa que gostamos...?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Compromissos

Há alturas em que até os melhores têm dificuldade em comprometer-se.
E até podemos ficar surpreendidos com os compromissos de que estamos dispostos a prescindir.
Os compromissos são complicados.
Podemos admirar-nos com compromissos que estamos dispostos a fazer.
O verdadeiro compromisso exige esforço.
E sacrifício.
E é por isso, que por vezes...temos de aprender da forma mais difícil.
Escolher os nossos compromissos com muito cuidado...

Hoje...

Hoje [especialmente hoje] sinto uma falta atroz dos teus braços.
Uma vontade imensa de te abraçar, de te olhar, de te encher de mimos, de te dizer como trouxeste luz e felicidade à minha vida.
Esta noite sonhei contigo. Vieste dar-me um abraço. O único presente que pedi. Um abraço embrulhado em braços quentes. Foi um sonho bom. Um pedacinho de alegria que encheu o meu coração de esperança.

Hoje [especialmente hoje] sinto uma falta atroz dos teus braços.
Uma saudade que me rasga por dentro ao mesmo tempo que me faz cerrar os olhos e imaginar-te perto.
Gosto de ti. Muito. Tanto que às vezes me zango por te ter deixado partir.

Hoje [especialmente hoje] sinto uma falta atroz dos teus braços.
Das nossas conversas pela noite dentro e dos segredos confessados à sombra das árvores perfumadas dos frutos plantados por ti.
Sinto falta do teu olhar doce, das mãos generosas, do corpo de mulher valente.
Sinto falta de ti, mesmo sabendo que não estás do meu lado.

Primeiro beijo... II

O dia em que se trocam os primeiros beijos não se esquece!
Não se esquecem as sensações que os antecedem:
as brincadeiras, as hesitações, os olhares, a espera…
Nem se esquece tudo o que os acompanha:
o toque, o cheiro, o gosto, a entrega, o prazer, a alegria…
Por vezes, nem se chega a perceber a intensidade do momento.

No dia em que se trocam os primeiros beijos,
Brincamos, rimos, gozamos, somos amantes…
Nesse dia, o mundo sorri para nós e nem sempre percebemos!

Desse dia, recordo os nossos corpos lado a lado, os dedos entrelaçados,
as cabeças na almofada, os olhos fechados, as bocas coladas...
Além dos beijos, recordo o teu sorriso, o teu olhar,
o teu cheiro, o prazer que existiu...
Recordo os instantes em que foste minha…

terça-feira, 14 de julho de 2009

Devagarinho...

Não vou pôr-te flores de laranjeira no cabelo
nem fazer explodir a madrugada nos teus olhos.

Eu quero apenas amar-te lentamente
como se todo o tempo fosse nosso
como se todo o tempo fosse pouco
como se nem sequer houvesse tempo.

Soltar os teus seios.
Despir as tuas ancas.
Apunhalar de amor o teu ventre.

Amor

O amor é verde...veio uma vaca e comeu-o!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Amizades...?

O que leva a as pessoas a quererem criar amizades?
Virem ter connosco para falarem sobre algo, meterem conversa sobre qualquer coisa só para quebrar o gelo. Falamos de coisas básicas, de coisas simples, para começar a apalpar terreno. Vêm as perguntas mais pessoais, que se responde sem problemas. Depois, coisas mais íntimas...relações passadas. Começamos a conhecer a pessoa mais um bocadinho. Começamos a gostar. Do outro lado, o sentimento parece ser mútuo. Passam-se dias, sempre a conversar quando há hipótese. A conversa flui normalmente, rimos, brincamos, desabafamos.
E de repente...num dia mais à frente, a conversa acaba. Já não se fala quando se tem hipótese. Ficamos a pensar que está ocupado/a. Ok. Falamos nós, e do outro lado só vêm respostas monossilabicas. Sim, nao, lol, ok, etc... Perguntamos se está tudo bem, temos a confirmação que sim. Ok, deve ser um dia mau. Passam-se mais dias, e a atitude é sempre a mesma. Até que se deixa de falar.
E no fim, pensa-se...então...mas porque raio veio falar comigo no início? Foi alguma coisa que eu disse? Perdeu o interesse de repente? O quê?
Enfim...mais uma suposta amizade, que não o é. Mais um "engano".
Cobardia...

domingo, 12 de julho de 2009

I'm Still Here...

she said to me, over the phone
she wanted to see other people
i thought, "well then, look around, they're everywhere"
said that she was confused...
i thought, "darling, join the club"
24 years old, mid-life crisis
nowadays hits you when you're young
i hung up, she called back, i hung up again
the process had already started
at least it happened quick
i swear, i died inside that night
my friend, he called
i didn't mention a thing
the last thing he said was, "be sound"
sound...
i contemplated an awful thing, i hate to admit
i just thought those would be such appropriate last words
but i'm still here
and small
so small.. how could this struggle seem so big?
so big...
while the palms in the breeze still blow green
and the waves in the sea still absolute blue
but the horror
every single thing i see is a reminder of her
never thought i'd curse the day i met her
and since she's gone and wouldn't hear
who would care? what good would that do?
but i'm still here
so i imagine in a month...or 12
i'l be somewhere having a drink
laughing at a stupid joke
or just another stupid thing
and i can see myself stopping short
drifting out of the present
sucked by the undertow and pulled out deep
and there i am, standing
wet grass and white headstones all in rows
and in the distance there's one, off on its own
so i stop, kneel
my new home...
and i picture a sober awakening, a re-entry into this little bar scene
sip my drink til the ice hits my lip
order another round
and that's it for now
sorry
never been too good at happy endings...